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ARTIGO - Perigos dos Contratos da Internet

27 de fev.
3 min de leitura

Não raramente vemos pequenos, médios e grandes empresários utilizando modelos de contratos extraídos da internet nos negócios praticados no dia a dia. Os contratos mais comuns nesse sentido são: de trabalho, compra & venda, contrato social de Ltda., prestação de serviços, parceria, participação, entre outros.

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Em tais casos, esses contratos são idênticos, ou seja, as empresas “A”, “B” e “C” utilizam o mesmo instrumento no desenvolvimento de suas atividades empresariais, alterando-se somente o nome das partes contratantes.

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Os famosos contratos “modelo de internet” estão ao alcance de qualquer um com acesso à internet e são gratuitos, todavia os mesmos são disponibilizados na rede com a finalidade educativa, pois apenas demonstram o esqueleto básico de um contrato (partes, objeto, forma de pagamento, foro de eleição, assinaturas).

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Por isso elencamos os 5 principais perigos dos contratos de internet e quais as consequências deles no mundo jurídico e empresarial. Confira:

 

1. CLÁUSULAS GENÉRIAS

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Os contratos da internet não foram elaborados pensando no seu negócio. Pelo contrário, foram elaborados para o negócio de outras empresas ou sequer para o fim prático, mas sim educacional/demonstrativo.

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Portanto, cláusulas genéricas não atendem os reais interesses das partes, o que pode gerar interpretações contraditórias, ambíguas ou diversas daquilo pretendido, desencadeando grandes transtornos e prejuízos financeiros.

 

2. AUSÊNCIA DE PREVISIBILIDADE

 

Como os contratos fazem lei entre os seus integrantes, deixar claro e minuciosamente bem definido o objeto, forma de pagamento e obrigações acessórias é fundamental para atrair a força obrigacional para a relação jurídica, a qual é reforçada quando o instrumento também possui penalidades ou gatilhos obrigacionais caso os termos não sejam cumpridos. Ex. multa, rescisão, conversão em perdas e danos, etc.

 

Já os modelos da internet, pelo fato de o empresário buscar moldar o seu negócio ao instrumento que está disponível na web, sequer altera ou encontra dificuldades para detalhar o que, de fato, está sendo acordado, bem como quais as obrigações principais e acessórias que as partes terão durante o relacionamento, o que pode gerar demandas processuais eternas e com taxa de insucesso elevada.

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3. DESATUALIZAÇÃO

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Existem inúmeras possibilidades de aplicação da Lei e da Jurisprudência mais recente nos contratos, principalmente em razão das alterações trazidas pelo Novo Código de Processo Civil e Lei de Liberdade Econômica, o que somente é possível quando os mesmos são elaborados por quem tem conhecimento técnico no assunto, o que proporciona maior robustez e personalidade ao tipo de transação a ser realizada.

 

4. FALSA ECONOMIA

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Quem utiliza esses instrumentos contratuais (da internet) incorrem na falsa sensação de estarem economizando com um profissional competente, o qual elaboraria um contrato dentro das necessidades da atividade empresarial desempenhada, minimizando ao máximo os riscos do negócio.

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Isso porque, embora os modelos sejam disponibilizados gratuitamente na rede, os riscos são imensos dada à generalidade das cláusulas que os compõem. Com isso, tudo que gera risco automaticamente também pode gerar perda, ou seja, o barato sai caro.

 

5. CREDIBILIDADE

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A credibilidade de um contrato é observada na qualidade técnica das cláusulas, as quais devem transmitir de forma coerente o que, de fato, foi acordado/ negociado, sendo que, muitas vezes, o negócio pode até estar engatilhado, mas se perde quando uma das partes não vê credibilidade no contrato apresentado.

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Instrumentos particulares genéricos da internet geram insegurança perante clientes, fornecedores, investidores, entre outros; os quais não sentem segurança ou até mesmo não compreendem as cláusulas que ali estão regulamentando toda uma relação jurídica.

 

Discussões ou divergências sobre o que fora acordado e o que está no papel/modelo podem gerar dissabores, desgaste de relacionamento com sócios/parceiros/fornecedores e disputas judicias, o que geraria elevados custos com advogados, taxas processuais, entre outros.

 

Por isso é fundamental que todos os contratos sejam produzidos por quem detém conhecimento técnico no assunto, o que certamente trará conforto e segurança para todos envolvidos no negócio.

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